Jiu-Jitsu na UGF
 
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Ao terminar o curso de graduação em 1978, observando a ausência do Jiu-Jitsu na Universidade, tomei a iniciativa de elaborar uma monografia com o objetivo de introduzir o Jiu-JItsu como disciplina na Escola de Educação Física.


A proposta foi recusada logo de cara pelos diretores responsáveis pelo curso de educação física alegando que o jiu-jitsu não tinha fundamentação educacional. Foi então que Hugo Arrigone, um colega de turma, professor e praticante de Karatê ofereceu sua modalidade e foi logo aceita pelo Prof. Manoel Tubino, então diretor da Faculdade de Educação Física, que era também praticante do Karatê.


No ano seguinte o Karatê já tinha sido incluído como matéria eletiva no curso de graduação na Escola de Educação Física.

Incentivado por esse resultado resolvi fazer uma nova investida a fim de introduzir, ou seja, percorrer o mesmo caminho do Karatê oferecendo o Jiu-Jitsu também como matéria eletiva.
 
A Introdução do Jiu-Jitsu na Universidade Gama Filho.
Para desenvolver a fundamentação educacional que os diretores exigiam como requisito primordial para a inclusão do Jiu-Jitsu, fiz a Pós-Graduação de Treinamento Desportivo em 1981 e Pedagogia do Movimento Humano em 1984. Com isso melhorei meu projeto para que não houvesse outra exigência.


Com a monografia mais embasada e qualificada levei a direção da Escola de Educação Física em 1988, 1990 e 1992 e obtendo sempre a mesma resposta do então Diretor Prof. Claudio Reis no tocante sobre o conteúdo educacional proposto para a inclusão do Jiu-Jitsu pois sempre estava faltando quesitos educacionais. Enfrentei muita resistência durante estes anos,
principalmente por parte da cúpula do Judô liderada pelo Prof. Geraldo Bernardes então professor de Judô, como disciplina no Curso da Faculdade de Educação Física e colega de turma no curso de graduação. Alegava que já bastava o Judô e não era preciso a inclusão do Jiu-Jitsu. Viam o Jiu-Jitsu como sendo supérfluo.


Até que 1993 o Prof. Pedro Gama Filho tomou conhecimento dos meus estudos, leu e aprovou a minha idéia. No mesmo momento sugeriu que a proposta fosse encaminhada à Direção da Universidade já com sua aprovação. Prof. Pedro era um praticante assim como seus filhos. A aprovação do Jiu-Jitsu se deu no 1o. Semestre de 1994 ficando até 2o. Semestre de 2000.
Foi necessário fazer em 1994 o Curso de Especialização em Docência Universitária exigência para que eu pudesse lecionar na UGF.


Final de 1995 houve a proposta da formação da equipe de Jiu-Jitsu da Universidade Gama Filho.


Em 1996 aconteceu o 1o. Seminário de Jiu-Jitsu reunindo os grandes expoentes e de professores de Jiu-Jitsu do momento, e isso com certeza trazia prestígio ao evento, organizado pela UGF.


A equipe da Gama Filho de Jiu-Jitsu foi criada em 1997, permanecendo até hoje, resistindo aos percalços. Atualmente é dirigida pelo Prof. Júlio César


Em 1998 - Representante da UGF no Congresso Europeu de Artes Marciais, demonstrando técnicas específicas do Jiu-Jitsu Brasileiro praticado e ensinado na UGF.


Em 2000 - Foi a publicação e o lançamento do Livro: "Metodologia Educacional do Jiu-Jitsu". o livro descreve a história, aspectos técnico-científicos da Educação Física aplicados ao Jiu-Jitsu e sua prática com mais de 300 fotos.


O Prof. Paulo Jardim, assessor do Pedro Gama Filho e o Prof. Rafael Costa Marques, coordenador de esporte, incentivaram a inclusão.


A carta do Prof. Pedro Gama Filho agradecendo os elogíos do Prof. Carlos Gracie pela inclusão do Jiu-Jitsu como disciplina universitária.


Essa mudança por parte da Direção da Universidade ocorreu na ausência do Prof. Pedro Gama Filho, que era o grande incentivador. Hoje falecido, a UGF sente falta dos seus projetos e incentivo no esporte.




Prof. Fernando Pinduka.