Entrevistas
 
www.fernandopinduka.com                email: fernandoprof@fernandopinduka.com
6-A rixa com outras modalidades já existia? Conte-nos algum fato que ocorreu?
A partir dos anos 80 começou a rixa entre a Luta- livre e o Jiu-Jítsu. Nessa época Rollis invadiu a academia do Molina, após a briga do seu irmão Rilion com o sobrinho do Molina, em Teresópolis.

7-Sei que você era o Rei de Copacabana, geral te respeitava, como era isso?
Eu comecei minha carreira de atleta, em 1968, ano em que a Federação de Jiu-Jitsu do Rio de Janeiro, recém fundada, realizou seu primeiro campeonato oficial.
Despontando nesse momento, como campeão aos 14 anos. Trajetória essa, que culminou com uma série vitoriosa até 1985, continuando como campeão nas faixas azul, roxa, marrom e preta, na minha categoria de peso e na categoria absoluto, sempre levando prestígio à Equipe Carlson Gracie. No período de 1970 a 1985 fui considerado um dos principais competidores da Equipe Carlson Gracie pelos títulos alcançados e pela capacidade de vencer limites. Foi uma época em que eu era campeão de Jiu-Jitsu, jogava futebol de praia no Juventus e tinha uma academia de ginástica em Copacabana, com isso acabei ficando conhecido.

8-Sabe que no Jiu-Jítsu sempre há umas figuras, Lembra de algum fato engraçado daquele tempo no Jiu-Jítsu?
No campeonato da Company, em 85, no Ginásio do Fluminense, um atleta estava competindo sem sunga por baixo da calça do kimono, sem perceber sua calça estava desamarrada. Ele estava por baixo de seu adversário fazendo a guarda com a bunda de fora e a platéia rindo. Até que o juiz curioso foi ver de perto e interrompeu a luta pra que ele pudesse amarrar a calça.

9-Você fez uma luta antológica com Marcos Ruas, Como foi a luta?
Fui escolhido pelo Hélio Gracie para representar o Jiu-Jitsu no desafio feito pela Luta Livre, enfrentando Marcos Ruas e defender o Jiu-Jitsu honrosamente.
Só tive 2 semanas pra treinar e tinha 12 anos mais que o Ruas. Essa luta foi fruto da rivalidade entre o Jiu-Jitsu e a Luta Livre. Eu e o Ruas não nos conhecíamos e cada um estava defendendo sua modalidade. Foi uma luta que prevaleceu a superioridade do Jiu- Jitsu. Eu segui as orientações do Prof. Hélio Gracie tentando vencer a luta apenas com a técnica do Jiu-Jitsu. O Ruas tinha um bom conhecimento de luta no chão, soube se defender. Na luta em pé, seus ataques eram de golpes traumáticos. Em alguns momentos precisei utilizar a mesma estratégia, para colocá-lo no chão novamente. Os rounds de 5 minutos me atrapalharam muito. Como não havia contagem de pontos a luta foi decretada empate. A regra era tipo: morrer ou não... Como ninguém morreu, houve empate. rsrsrsrs

10- Se arrepende por ter feito ou não ter feito algo quando lutava?
Não.

11-Quem te chama à atenção no Jiu-Jítsu de Hoje?
Roger Gracie

12-Como é sua vida hoje?
Tracei a minha trajetória profissional baseado no meu perfil de atleta.
Formei-me em 1978, na Universidade Gama Filho, onde introduzi o Jiu-Jitsu como matéria na faculdade de Educação Física.
Fiz três pós-graduações e também especialização em Fisioterapia.
Além das aulas de Jiu-Jitsu e Defesa Pessoal, na minha academia,
trabalho como Personal Trainer e fisioterapeuta.
Realizo todos os sábados, um trabalho voluntário, como fisioterapeuta, numa comunidade Kardecista.
Minha família e amigos estão sempre presentes na minha vida.

13-Gostaria de agradecer alguém?

Gostaria de agradecer a família Gracie: em especial Carlson Gracie, Hélio Gracie e Carlos Gracie; a Universidade Gama Filho, na figura do grande professor; Pedro Gama Filho.

14-Deixe um recado aos internautas?

A Arte Suave é muito mais que uma simples luta, tendo como filosofia uma visão sócio-educacional, que com a prática transforma o indivíduo. Ser um conhecedor do Jiu-Jitsu exige Responsabilidade. Responsabilidade = o ato e seus efeitos... Todos. Isso significa, que o conhecedor dessa arte tem uma arma nas mãos e essa arma só pode ser utilizada em Legítima Defesa. O poder, que os praticantes dessa Arte Suave adquirem, deve ser aproveitado em benefício do seu equilíbrio emocional e integridade física.

BATE BOLA
NOME - Fernando de Melo Guimarães
DATA DE NASCIMENTO - 7/12/1953
ONDE NASCEU - Rio de Janeiro - RJ
SIGNO - Sagitário
PATROCÍNIO - Gula - Gula
RELIGIÃO - Espírita
TIME - Flamengo
FELICIDADE - O resultado positivo das minhas ações.
TRISTEZA - Vício em drogas
QUALIDADE - Ser perfeccionista no ensino Do Jiu-Jitsu e na Defesa Pessoal.
DEFEITO - Impaciência.
MOTIVO DE ORGULHO - Victor, meu filho.
VILÃO OU MOCINHO?- Mocinho
IDOLO - Carlson Gracie,, Hélio Gracie e Rolls Gracie
MULHER BONITA - Perla
ADMIRACÃO - Meus pais
HOBBY - Futebol
PROGRAMA DE TV- Programação da Sport TV
FILME- Tropa de Elite
LIVRO- Manual do Guerreiro da Luz - Paulo Coelho
MÚSICA- Jazz
PRATO PREFERIDO- Sushi
BEBIDA- Suco de melancia
LUGAR- Visconde de Mauá
MANIA OU SUPERSTIÇÃO- Não tenho
SONHO DE CONSUMO- Casa de Campo
DIA OU NOITE- Dia
PRESENTE QUE MAIS GOSTOU DE GANHAR- Em 1985, tive um corte no pé e jogando futebol de areia pisei em uma areia contaminada, adquiri uma bactéria.
Fui ao médico, que receitou antibióticos, que fortaleceram essa bactéria. O médico diagnosticou uma Erisipela e cogitou a possibilidade de amputação da minha perna. Carlson me levou pra consultar com o Carlos Gracie, que me curou com suas ervas e alimentação. Esse foi o grande presente da minha vida,
o restabelecimento da minha saúde.
FUTURO- Fé
BOLADO- Nunca
EM QUEM PASSAVA O CARRO- Nos adversários
JIU-JITSU OU SUBMISSION- Jiu-Jítsu
MELHOR LUTA QUE VIU- Toda luta é boa
PIOR LUTA QUE VIU- Não vi.
PIOR ADVERSARIO- Todos
GOLPE PREFERIDO- Arm-lock
CASCA GROSSA DO JIU JITSU- Rickson Gracie
CASCA GROSSA DO VALE TUDO- Carlson Gracie
COMO VENCER O FÉDOR- Treinando muito
MELHOR ALUNO- É o aluno disciplinado, perseverante e que tenha o desejo da mudança, ser vencedor na vida.
MELHOR PROFESSOR- Carlson Gracie
FRASE- Nunca te orgulhes de vencer um adversário, pois o que venceste hoje poderá derrotar-te amanhã.
1-Como, quando e porque o Jiu-Jítsu entrou na sua vida?
Aos 12 anos, brincando na praça com uns amigos, fui empurrado por um garoto de uns 17 anos, que tomou minhas bolinhas de gude. Pedi as bolinhas e ele novamente me empurrou. Sem condições de reaver minhas bolas peguei uma pedra joguei na cabeça dele e acertei. Tive que sair correndo e me esconder. Sendo perseguido pelo garoto e com medo, não saía de casa. Tive que contar para meu pai o que tinha acontecido. Meu pai para resolver tal situação colocou-me no Jiu-Jitsu, objetivando a auto-defesa. A partir daí nunca mais levaram minhas bolinhas. rsrsrs

2-Você que fez parte da melhor equipe de todos os tempos, nos conte como eram os treinamentos?
Treinávamos diariamente. O treinamento era contínuo, com poucos intervalos e muitos alunos, com as mais variadas habilidades, favorecendo o treinamento competitivo. O objetivo do treinamento era a formação de campeões. O Carlson visava à melhor participação possível nos campeonatos.

3-O que sente mais saudade daquele tempo?
O ambiente da academia. Era um ambiente familiar, agradável, sentíamos acolhidos recebendo o melhor conhecimento do Jiu-Jitsu da época.

4-Como era seu relacionamento com o mestre Carlson?
Era uma relação de muita amizade de pai pra filho. Fui o primeiro "filho" do Carlson a voar, vôo concedido pelo próprio Carlson, com apenas uma exigência, não deixe nunca de treinar aqui, junto a mim. Muitas vezes nos campeonatos os alunos do Carlson lutavam contra os meus alunos, mas nem por isso, a amizade, a admiração e o respeito que sentíamos deixaram de existir

5-Quem eram os melhores na Carlson e fora dela nessa época?
A academia tinha muitos atletas de alto nível e sempre conseguia sucesso nas competições, tanto na qualidade, como na quantidade. Estava sempre em primeiro lugar no ranking das melhores academias. Havia tantos bons competidores, que fica difícil listar nomes.
Fernando Pinduka que fez em 1984, a luta histórica no maracanãzinho, contra Marcos Ruas.
MEIA GUARDA
http://www.meiaguarda.com.br
por  Junior Samurai