Entrevistas
Dr. Arthur Carlos da Silva

 
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Nosso entrevistado nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 03 de dezembro de 1933, na maternidade da Santa Casa da Misericórdia. Filho de uma operária, viúva, pois seu pai havia falecido antes de seu nascimento. Aos quinze dias de idade foi levado ao semi-internado, dirigido por freiras, denominado CASA DO POBRE, que ficava localizado ao lado da Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, no bairro de mesmo nome.

Seu primeiro  e único emprego, foi   no Serviço Público  Federal,  mais  precisamente no ex-IAPC.  Iniciou como mensageiro, aos 13 anos e ascendeu ao cargo de Auditor Fiscal da Receita do Brasil, após mais de 40 anos de atividade.
É casado há 48 (quarenta e oito) anos, com a mesma mulher. Como ele mesmo diz: " - a maravilhosa Lucelena da Silva". Está na ponta da língua as datas de iniciou o namoro e de casamento: 13 de julho de 1953 e 21 de abril de 1957, respectivamente. Desta união tiveram 3 filhos: Katia Helena da Silva, Nadia Helena da Silva e Arthur José Carlos da Silva. E a família cresceu, com mais 3 três lindas netas e um bisneto.

Dr. Arthur é formado em Ciências Contábeis e em Direito. Aposentou-se do Serviço Público Federal e atualmente exerce a profissão de Advogado.
FP: O senhor conhece o Prof. Fernando Pinduka há muito tempo, poderia nos contar como foi o início desta amizade?

Arthur: Conheço o Prof. Fernando, há 42 anos. Tudo ocorreu, quando nos idos de 1963, conheci a mãe dele Janete Melo Guimarães e seu pai César José Fernandes Guimarães na instância de águas minerais de Cambuquira, no Sul de Minas Gerais. Desse conhecimento nasceu uma amizade muito profunda entre mim e minha mulher e os pais dele. A amizade que nasceu entre mim e o pai dele, foi muito profunda, a tal ponto de nos considerarmos irmãos. Se é possível um homem amar outro homem, sem nenhuma conotação sexual, eu e o Fernando, nos amamos.
Nossa amizade fraterna perdurou até a morte do Fernando, ocorrida em 25 de setembro de 1998. E foi através dessa amizade que conheci o Fernandinho, hoje o mestre Fernando. E por ser irmão, por escolha de seu pai, eu o considero e o trato como sobrinho, o mesmo ocorrendo com o seu irmão Pedro, o "Pedrinho". Sei também que ele assim me considera, o mesmo ocorrendo com o seu irmão Pedro.

FP: Desde que entrou para a academia o senhor vem evoluindo a olhos vistos. Lembra-se de seu primeiro dia? Que dificuldade encontrava no início? Esperava chegar ao condicionamento físico que se encontra?

Arthur: O inicio de minhas atividades físicas na academia, foi horrível. Eu me encontrava em estado físico precário. A minha perna direita, atingida por um projétil de arma de fogo, se encontrava em péssimo estado. Minha locomoção era penosa, usava muletas minha perna direita atrofiada em decorrência da longa imobilização.  O meu primeiro dia na academia, foi por demais penoso. Quase desisti. Isso somente não ocorreu, em virtude da insistência de meu maravilhoso sobrinho. Foi ele que me deu força, me incentivou e me encorajou com a sua dedicação.
FP: O senhor não aparenta a idade que tem, no seu cotidiano, as pessoas que o conhecem notam isso? Já foi abordado por alguém dizendo que o senhor estaria em fila errada ou algo do tipo?

Arthur: Nunca pensei que um dia poderia ter tal condicionamento físico. Hoje sou outro homem. Aos 72 anos, me sinto tão capaz como era aos 50. Constantemente as pessoas não acreditam na idade que declaro ter. Todas as vezes que, nos bancos ou nos aeroportos, eu ingresso na fila dos idosos, sou obrigado a mostrar a carteira de identidade e as pessoas se surpreendem com a minha idade. Sempre foi assim. Quando jovem, e já casado, tinha que mostrar a carteira de identidade nos cinemas, quando o filme exibido era proibido para menores.

FP: Quantas vezes o senhor procura freqüentar a academia por semana? Quando tem que viajar à trabalho o senhor procura fazer alguma atividade física para não perder o ritmo?
Arthur: Freqüento a Academia, 3 (três) vezes por semana: segunda, quarta e sexta. E quando viajo, procuro fazer exercícios para não perder a forma. Geralmente o Fernando prescreve os exercícios, e eu os faço.

FP: Este ano foi o ano do mensalão e do caixa dois. Como o senhor vê o atual governo? E de nosso Presidente, estaria ele isento das denúncias que seu partido está recebendo ?
Arthur: Vejo com muita tristeza, não obstante ter votado em outro candidato. A minha tristeza decorre do fato de sentir que o nosso Brasil é uma nave sem rumo, ou melhor, uma nave que caminha a passos largos para o caos. Pais algum pode prosperar com tamanha corrupção. Fica claro, muito claro, que o Presidente da República tinha conhecimento do assunto. Se não tinha, é porque se omitiu. A omissão é tão grave quanto à participação.

FP: Em 2007 receberemos os Jogos Pan-Americanos. O senhor, como carioca, como vê este evento para a Cidade do Rio de Janeiro ?

Arthur: Vejo o evento do Pan-Americano com muita alegria, e com enorme esperança de ver o Rio de Janeiro se projetar mundialmente como uma Cidade Turística e com muita segurança.

FP: O senhor jogou futebol na infäncia? Gosta de futebol ? Já jogou futebol nas areias de Copacabana?

Arthur: Na minha juventude joguei futebol na praia no Dínamo. Adoro futebol. como todo bom brasileiro e como tal torço para o Flamengo.

FP: Não sei se o senhor viu ou ouviu sobre o último jogo entre o  Real Madrid e Barcelona. Nesse jogo o maior destaque foi o brasileiro Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) jogando a melhor partida de sua carreira. Conseguiu ser aplaudido pela torcida do Real Madrid, feito este apenas conseguido por Maradona e Cruyff. Atualmente existe outro jogador melhor que o Ronaldinho Gaúcho? Ano que vem tem Copa do Mundo o Brasil tem chance de levar o Hexa ?

Arthur: Entendo que, na atualidade, não tem jogador mais perfeito do que o Ronaldinho Gaúcho. E se o Brasil tem, em seu time, o Ronaldinho Gaúcho, acompanhado das outras feras, fica evidente que ele, o Brasil, tem tudo para ser hexa. Mas, em futebol, tudo se espera. Vamos torcer, para que dê tudo certo.

FP: O fim do ano se aproxima, gostaríamos de saber o que o senhor achou do ano de 2005 e o que mais chamou sua atenção? E para 2006 tem boas expectativas?

Arthur: Considero o ano de 2005, muito bom. Não somente no aspecto profissional quanto no pessoal. Tive oportunidade de melhorar o meu relacionamento com o pessoal da academia. Me sinto mais integrado ao grupo. Considero o pessoal como parte de uma família maravilhosa. Enfim, considero, como dito, o ano de 2005, como um ano "BOM". Quanto ao ano de  2006, espero que ele me deixe continuar com saúde, em paz com a minha família e mais integrado ao grupo da academia. Espero, do fundo do coração, que ele, o ano de 2006, deixe a todos nós mais felizes.


FP:  Poderia definir quem é Dr. Arhtur Carlos da Silva ?

Arthur: O Arthur Carlos é uma pessoa trabalhadora, que muito lutou na vida para galgar a posição que hoje tem. Casado há quase 50 (cinqüenta) anos com uma mulher maravilhosa, que foi de enorme importância na sua vida. Se ele tem hoje, uma situação profissional e financeira boa, deve em muito a essa mulher. O velho provérbio popular de que "Junto a um grande homem tem, sempre, uma grande mulher", no caso do Arthur Carlos esteve presente como nunca. O Arthur Carlos é um homem amigo de seus amigos, fiel a eles, e esta sempre pronta a ajuda-los. Enfim considero o Arthur Carlos, um bom homem.