Aumento da violência faz mulheres cariocas
procurarem os cursos de defesa pessoal
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Academias que ensinam artes marciais encontraram novo filão: aulas de defesa pessoal para mulheres. Com o aumento da violência, a presença feminina em academias que oferecem aulas de jiu-jitsu ou caratê, entre outras lutas, é cada vez maior. Alguns estabelecimentos, como a academia Fernando Guimarães, em Copacabana, por exemplo, adaptaram o formato das aulas e seus horários, para melhor atendê-las.
Fernando Melo Guimarães, o Pinduka, campeão mundial e professor de jiu-jitsu, conta que antes a academia, aberta em 1985, tinha apenas uma ou outra aluna. “Elas começavam e depois desistiam de treinar. Agora, não só aumentou o número de mulheres, como também elas estão dando continuidade ao trabalho”, comenta.Ele diz que um dos motivos para a ausência das mulheres era a discriminação que havia com relação ao jiu-jitsu. “O preconceito contra a luta, tida como violenta, caiu há uns cinco anos. Isso ajudou a trazer o público feminino”, explica o professor. Segundo Guimarães, o treinamento delas é diferenciado, por ser mais elaborado e com intensidade. Isso não impede certas vantagens que o esporte oferece, como melhorar o condicionamento físico. De acordo com ele, numa aula de jiu-jitsu se gasta mais energia do que em uma aula de ginástica.
www.fernandopinduka.com email: fernandoprof@fernandopinduka.com
“O próprio movimento da luta ajuda na preparação muscular e orgânica, melhorando a circulação e as condições cardio-respiratórias, pois a luta trabalha coração e pulmão”, diz. Guimarães acredita que o mercado de aulas de defesa pessoal para mulheres tem grande potencial e que outra boa forma de atraí-las é criando horários especiais, para atender àquelas que trabalham em horário comercial.
Academia Fernando Guimarães: (21) 9675-8912, http://www.fernandopinduka.com
Jornal O DIA - Rio de Janeiro, 13 de Janeiro 2004.