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7. FESTIVAL OLÍMPICO DE VERÃO.
Estou muito feliz por fazer parte da equipe da Revista Fighting News. A partir deste mês escreverei mensalmente a minha opinião a respeito de assuntos de fatos que aconteceram no mundo do Jiu-Jitsu.


Nesta primeira coluna gostaria de falar sobre o evento que fez a festa de todos nós, amantes do esporte. Falo a respeito das lutas casadas do Jiu-Jitsu no Festival Olímpico de Verão, que aconteceu no dia 6 de janeiro, na praia de Copacabana.


O evento foi marcado pela grande organização, a cargo de José Moraes, Secretário de Esportes e Lazer do Município, de Carlos Gracie Jr., Presidente da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, e de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.


Este tipo de evento serve para que o público que gosta de esporte em geral, mas não conhece bem o Jiu-Jitsu, venha tomar conhecimento das regras e particularidades da arte. Isso tudo aliado com a vibração das torcidas e dos atletas, além de um desfile de gente bonita e saudável.


Um ponto negativo foi a arbitragem, com os próprios atletas se revezando como juizes. A Confederação deveria pensar seriamente em montar um departamento de arbitragem para formar um quadro permanente, com pessoas neutras sem nenhuma ligação com as academias. Isso não deixaria nenhuma margem para reclamações de favorecimento.


Quanto às lutas, gostei muito da performance do Nino, do Saulo e do Shaolin, que lutou com muita determinação e rapidez. Acho que o Rafael Carino estava um pouco forma de forma, lento, não desenvolvendo o jogo que é capaz. A luta do Jamelão e do Gordo foi muito boa, com os dois alternando a superioridade em um combate bem movimentado. Já a disputa entre o Roleta e o Traven foi muito presa.


Na luta principal, o Royler mais um vez mostrou que é um atleta completo: ágil,  rápido de raciocínio e que tem uma grande técnica, conhecedor de todos os fundamentos do Jiu-Jitsu. O Léo Dalla foi um guerreiro, mas pareceu que não estava bem preparado. Ele se defendeu com pôde, mas ao longo do tempo da luta favoreceu a superioridade técnica do Royler.


Duas coisas foram provadas neste evento: nas vitórias do Royler e do Nino mostrou-se, mais uma vez, que o Jiu-Jitsu é uma luta altamente técnica, em que o mais leve, tendo a técnica apurada, não precisa temer a diferença de peso; e o sucesso na organização prova que o Jiu-Jitsu está caminhando para a sua profissionalização.


Agora, é importante que se tome o rumo visando o lado profissional, pelo menos os faixas pretas. O apoio das empresas é fundamental para que se façam mais eventos e surjam patrocínio. O futuro do Jiu-Jitsu é o do empreendimento profissional.

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